MENSAGEM DO PRESIDENTE

O país avança para um momento único em sua recente história de abertura democrática. Essa será a primeira eleição majoritária que atravessaremos em que sentiremos o peso das mídias eletrônicas. Será? Essa é uma resposta que somente teremos com a divulgação do resultado final para os cargos de presidente, senadores, governadores, deputados federais e estaduais.

    A classe política se articulou muito bem para garantir que a sociedade continue bancando financeiramente – via fundo partidário – a manutenção dos quadros atuais. Resta saber se essa manobra vai – e em que medida – surtir efeito.

    Outras questões se apresentam de forma assustadora, como os índices de abstenção, votos nulos e em branco. Os recentes pleitos incidentais ocorridos em um e outro estado dão a tônica do que talvez esteja porvir. Esse clima de decepção com a política (e não só os políticos) pode, certamente, jogar o país numa crise de falta de legitimidade dos poderes sem precedentes em nossa história.

    Será que há – verdadeiramente – esse sentimento cristalizado na sociedade de que os políticos se desconectaram dos reais interesses da sociedade? Até que ponto isso é senso comum ou pode – cientificamente – ser mensurado? Essa e outras questões serão efetivamente respondidas nas urnas no pleito de outubro próximo?

    Certo dia me deparei com uma manchete e reportagem de uma edição de um jornal publicado há 40 anos e fiquei surpreso com a similaridade dos temas em (eterna) discussão (e ainda sem solução) em nosso país.

    Neste cenário, a responsabilidade que pesa sobre os ombros das entidades da sociedade civil organizada é ainda maior. 

    Temos a plena convicção que a maior parte de nosso trabalho passa despercebido pela maioria de nossos representados e mais ainda pela sociedade em geral. Mas isso não pode justificar qualquer tipo de movimento tendente a nos fazer baixar a guarda frente aos desafios que nos são apresentados.

    E a nossa história recente revela muitos de nossos êxitos em inúmeras questões que nos afetariam. Isso é motivo de orgulho e recarga para nossos próximos embates, que já se avizinham após as eleições gerais.

    Somos e devemos permanecer resilientes frente às adversidades que encontramos. A despeito da realidade árida que atravessamos, não podemos desanimar nem tampouco tergiversar ante aos desafios que certamente virão. Temos uma missão a cumprir e dessa daremos cabo!

NÓS, SERVIDORES PÚBLICOS DE CARREIRA TÍPICA DE ESTADO, TEMOS O DEVER CÍVICO, NÃO SÓ DE NOS POSICIONARMOS FRENTE ÀS CAUSAS DE INTERESSE DA SOCIEDADE, MAS TAMBÉM DE PROMOVERMOS A ARTICULAÇÃO PROATIVA JUNTO AOS NOSSOS ASSOCIADOS.

    E com essas palavras encerro este editorial da nova Revista Febrafite, que é mais uma mostra de nossa capacidade de reinventarmo-nos e propor o novo. Estamos migrando a maior parte de nossas ações de comunicação do papel para o formato eletrônico, embarcando a revista em um moderno aplicativo (APP), que vai nos conferir mais agilidade, alcance e, consequentemente, influência nos diversos meios digitais.

    Fica aqui o desafio para que permaneçamos em constante estado de evolução, provando a nós mesmos, à sociedade e aos nossos representados que somos dignos de conduzirmos a bandeira de nossas entidades, e que estamos prontos para realizar o bom combate, com ideias, argumentos e propostas inovadoras.

Juracy Soares
PRESIDENTE DA FEBRAFITE